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GT1: ANÁLISE DE DISCURSO: ENTRE BRASIL E
FRANÇA
Profa. Dra. Débora Pereira Lucas Costa
(UFPel)
Prof. Me. Milton Mauad de Carvalho
Camera Filho (ETEC Sinop)
Prof. Me. Aureir Alves de Brito (FACHLIN
– UNEMAT)
O presente grupo é resultado de uma
série de cursos, desenvolvidos entre 2017 e 2021, sob orientação da Professora
Drª. Cristinne Leus Tomé. Contando, ainda, com uma reedição, realizada em 2024,
os cursistas selecionaram e estudaram um conjunto significativo de trabalhos,
que fazem parte dos textos fundacionais da Análise de Discurso ou que
desenvolvem questões bastante caras à essa disciplina. Pretende, assim, reunir
pesquisadores que mobilizem os conceitos de dispositivos da Análise de
Discurso, tendo em vista da especificidade de seu trânsito entre França, com
destaque aos trabalhos de Michel Pêcheux e Michel Foucault, e Brasil,
especialmente pelos desenvolvimentos de Eni P. Orlandi. Nesse campo,
interessam-nos discussões em torno das noções de Discurso, Texto, Condições de
Produção, Sujeito, Ideologia, Formações Discursivas, Formações Imaginárias e
Memória, nos termos dos autores citados anteriormente. Pautados pelo
entendimento de Eni P. Orlandi, de que o poder simbólico rege o jogo político,
buscamos, mais especificamente, um conjunto de leituras que auxiliem a
compreensão da relação entre a língua e o político. Propomos, portanto, uma
investigação com interesse particular pelas relações simbólico-políticas que se
estabelecem no contexto da Amazônia mato-grossense: pensar a língua para além
dos sentidos dominantes (‘evidentes’), buscando um deslocamento daquilo que se
apresenta como consenso, fruto da cristalização dos sentidos.
GT2: ANÁLISE DE DISCURSO: O REAL DA
INTERPRETAÇÃO
Profa. Dra. Simone de Sousa Naedzold (FASTECH)
Prof. Dr. Leandro José do Nascimento
(FASTECH)
O Grupo Temático (GT) “Análise de
Discurso: O Real da Interpretação” se propõe a reunir trabalhos de diferentes
áreas do conhecimento, sejam elas ligadas à Linguagem ou não, que, em
perspectiva multi e interdisciplinar, adotem a Análise de Discurso de orientação
francesa como base teórico-metodológica. Tem como objetivo refletir sobre as
relações entre a interpretação e a argumentação, pressupostos teóricos esses
trabalhados por autores como Michel Pêcheux e Eni Orlandi. Na atual conjuntura
teórica, pensar a argumentação tornou-se algo essencial e necessário; acima de
tudo, urgente. Em um mundo rodeado por tecnologias e pela cultura digital,
múltiplos discursos circulam no espaço social, evidenciando cada vez mais o
papel da interpretação no centro da produção de sentidos. Na perspectiva da AD,
o ato de interpretar perfaz um gesto atravessado pela ideologia e sobre o qual
se manifestam os efeitos de sentidos. Desta forma, este GT, proposto em âmbito
do Grupo de Estudos e Pesquisa em Mídia e Comunicação sobre a Amazônia (GEMCA),
da FASTECH - Faculdade de Tecnologia de Sinop -, convida pesquisadoras e
pesquisadores a refletirem, a partir de suas análises, sobre os modos de
produção, circulação e disputa de sentidos, articulando teoria e prática na
investigação do real da interpretação. Ao final, espera-se contribuir para a
promoção de um ambiente que promova um repensar das condições de produção de um
ou mais discursos, a partir de tais noções teóricas.
GT3: CURRÍCULO, POLÍTICAS EDUCACIONAIS,
MÍDIAS DIGITAIS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO
Prof. Dr. Luciano da Silva Pereira (UFMT
– Cuiabá)
Prof. Dr. Leandro José do Nascimento
(FASTECH)
O presente grupo de trabalho é uma ação interinstitucional entre o Grupo de Estudos e Pesquisa em Mídia e Comunicação sobre a Amazônia (GEMCA) da Faculdade FASTECH e o Grupo de Pesquisa Formação de Professores, Diversidade e História em contextos socioculturais e educacionais (GEPDSE) da UFMT. O eixo temático tem como objetivo discutir os contextos educacionais que perpassam a formação e a prática docente, a partir dos eixos: currículos, políticas, mídias digitais e as práticas pedagógicas. Dessa forma, buscamos realizar um grupo de trabalho que tenha relevância acadêmica e pedagógica, que proporcione o debate, a socialização e produção de conhecimento que possibilite aos participantes uma estreita relação entre os diferentes espaços formativos, seja na formação inicial ou continuada. A educação ao longo dos anos tem passado por diferentes modificações e avanços, impactando diretamente as formas de mediar o conhecimento, bem como a produção de conhecimento que desconstrua os saberes coloniais, e reconheça e valorize a diversidade escolar, por meio de pedagogias inovadoras, participativa e inclusiva, e essa só poderá se concretizar se os eixos citados anteriormente se tornarem fonte de debates, alterações e reconhecimento da realidade educacional, na busca pelo reconhecimento de currículo, políticas e práticas pedagógicas como um lugar de saberes plurais, espaço-tempo de transgressão e mudança (Walsh, 2009). Assim, a proposta visa contemplar o debate e o conjunto de práticas, estratégias e metodologias com as quais se fortalece a construção das resistências e das insurgências, rompendo com as estruturas coloniais que ainda moldam o pensamento, o conhecimento e a educação. Nesse sentido, esse grupo temático objetiva receber trabalhos centrados em estudos e pesquisas (em andamento e concluídas), de discentes da graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores do ensino superior e educação básica que discutam políticas, práticas pedagógicas, currículo e a inserção das mídias no processo educacional. Durante as apresentações, buscaremos estabelecer um espaço de reflexão diálogo, mediada pelo debate crítico, reflexivo e científico. Espera-se que o resultado dos trabalhos apresentados amplie ainda mais o campo das investigações, impulsionando as ações decoloniais no ensino e práticas que respeitem e valorize a diversidade e a inclusão educacional.
GT4: DA UNIVERSIDADE PARA A SALA DE
AULA: COMO PESQUISADORES PODEM UTILIZAR SUAS PESQUISAS NO PROCESSO DE
ENSINO-APRENDIZAGEM?
Profa. Ma. Rafaela Ketlyn Moreira Dahmer
(Colégio Jean Piaget)
Profa. Letícia Santos Sampaio (UNEMAT)
Profa. Aline Cardoso Mota de Assis
(UNEMAT)
A presente proposta de minicurso é
pautada e idealizada a fim de proporcionar aos acadêmicos que saíram do espaço
da universidade, após desenvolverem pesquisas, sejam elas TCC, dissertação ou
tese, e encontram-se desorientados sobre como utilizarem as pesquisas
desenvolvidas em sala de aula como um recurso pedagógico. Desta forma,
apresentaremos estratégias que foram desenvolvidas e aplicadas através do uso
de nossas pesquisas, para que os estudantes não apenas adquirissem
conhecimento, mas também desenvolvessem habilidades como pensamento crítico,
autonomia intelectual, capacidade de argumentação e resolução de problemas.
Neste sentido, como referencial teórico, nos respaldaremos em autores que
discutem sobre o desenvolvimento da língua portuguesa em sala de aula, que
atuam nos estudos linguísticos e literários, uma vez que nossas pesquisas
permeiam ambas as linhas teóricas. O minicurso será também um momento de debate
entre os participantes para que possamos repensar a aproximação da universidade
com a escola, pois, as pesquisas desenvolvidas visam contribuir com a
sociedade. Assim, cada palestrante utilizará recortes de sua pesquisa a fim de
evidenciar que o ato de pesquisar aproxima o aluno da prática científica,
contribuindo para a formação de indivíduos mais conscientes e participativos em
seu contexto social. Logo, destacarmos que quando bem orientadas e aplicadas,
as pesquisas desenvolvidas na universidade podem gerar materiais que estimulam
o protagonismo estudantil e permitem a construção coletiva do saber, tornando o
ambiente escolar mais dinâmico, significativo e alinhado às demandas
contemporâneas da educação. Por fim, também pretendemos demonstrar formas de
incluir os conhecimentos teóricos nos planejamentos curriculares do ambiente
escolar.
GT5: ENSINO BILÍNGUE INFANTIL: PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS, POLÍTICAS LINGUÍSTICAS E A AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM
Profa. Ma. Laíne Roberta Stefanelli da
Costa (UNEMAT)
Prof.
Me. Tiller Barbosa (UNEMAT)
Este Grupo de Trabalho tem como foco o
ensino em língua inglesa e o ensino bilíngue voltado à infância, com atenção
especial às práticas pedagógicas, à formação docente e às políticas
linguísticas que configuram esses contextos de maneira singular no Brasil. A
proposta ancora-se na Linguística Aplicada, que entende a linguagem como
prática social, ideologicamente marcada e permeada por relações de poder (Moita
Lopes, 2006; Pennycook, 2010). Assim, o GT busca promover discussões que
questionem concepções essencialistas de aquisição de linguagem por crianças. Do
ponto de vista pedagógico, autores como Cameron (2001) e Pinter (2006) destacam
a importância de abordagens centradas na criança, que considerem suas formas
específicas de aprender, valorizando ludicidade, afetividade e interação
significativa. Essas perspectivas são apoiadas por estudos que evidenciam os
benefícios do bilinguismo precoce (Byers-Heinlein & Lew-Williams, 2013) e a
relevância de input linguístico rico e contextualizado. No âmbito da educação
bilíngue, defende-se uma abordagem crítica às políticas linguísticas,
especialmente no Brasil. Pesquisadoras como Bessa (2020), Megale (2018) e El
Kadri (2019) alertam que, sem um olhar situado, essas políticas podem reforçar
desigualdades e invisibilizar línguas indígenas e afro-brasileiras. O conceito
de translanguaging (García, 2009; García & Wei, 2014) é central nesse
debate, ao propor o uso dinâmico dos repertórios linguísticos das crianças como
ferramenta legítima de aprendizagem. Este GT acolherá pesquisas e relatos que
contribuam para uma compreensão crítica, ética e situada do ensino em língua
inglesa, fortalecendo o diálogo entre pesquisadores, professores e formadores
de professores.
GT6: ENTRE O SIGNO E O ASSOMBRO:
INTERSECÇÕES CRÍTICAS ENTRE A LITERATURA FANTÁSTICA E A SEMIÓTICA
Profa. Ma. Giselli Liliani Martins
(PPGEL/UNEMAT Tangará da Serra)
Profa. Ma. Sandra Maria Alves de Souza
(PPGLetras/UNEMAT)
Prof. Me. José da Silva Araújo Júnior
(PPGLetras/UNEMAT)
Este Grupo Temático (GT) tem como
objetivo promover um espaço de discussão sobre as intersecções entre literatura
fantástica e semiótica, reunindo pesquisas que se dedicam à análise do texto
literário a partir de seus modos de significação, estratégias narrativas e
construções simbólicas. A proposta parte do entendimento de que o fantástico,
enquanto categoria estética que tensiona as fronteiras entre o real e o
imaginário, e a semiótica, enquanto teoria dos processos de sentido, oferecem
perspectivas complementares para a leitura crítica da obra literária.
Pretende-se acolher trabalhos que operem com aportes teóricos diversos, como
Greimas, Eco, Barthes, Roas, Todorov, Chiampi, entre outros, para promover
diálogos entre literatura, linguagem e teoria crítica. Trabalhos que explorem o
fantástico em suas diversas manifestações — como o insólito, o maravilhoso e o
realismo mágico, por exemplo — bem como, estudos que façam uso de abordagens
semióticas - discursiva, estrutural ou cultural, dentre outras - na análise de
obras literárias, poderão contribuir com esta proposta temática. Interessa-nos
refletir sobre como essas duas frentes dialogam na constituição do texto
literário enquanto espaço de ambiguidade, representação simbólica e
instabilidade de sentidos. O GT é aberto a investigações que abordem textos de
diferentes gêneros, contextos e temporalidades, com especial atenção à
literatura brasileira contemporânea, incluindo produções regionais e
periféricas, dentre elas, a literatura produzida em Mato Grosso. O foco está na
articulação entre linguagem e imaginação, estrutura narrativa e simbologia,
revelando os modos pelos quais o texto literário mobiliza signos para construir
mundos possíveis. Com isso, este GT busca fomentar uma rede de diálogo
interdisciplinar entre pesquisadores interessados na relação entre literatura,
formas de manifestação da linguagem e pensamento crítico.
O presente trabalho foi realizado com
apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil
(CAPES) - Código de Financiamento 001.
GT7: ENTRELACES DA VIOLÊNCIA POLÍTICA DE
GÊNERO E O DISCURSO DE ÓDIO
Profa. Dra. Vanessa Fabíola da Silva
Faria (UNEMAT)
Profa. Roberta Bezerra da Silva (UNEMAT)
Profa. Jullya Mariny de Oliveira Silva
(UNEMAT)
Este Grupo de Trabalho tem como
finalidade congregar pesquisas que se debrucem sobre o contínuo discursivo que
se estende da impolidez à violência verbal extrema em contextos de interação
digital. A configuração comunicacional dos ambientes virtuais — como redes
sociais, fóruns e plataformas de comentários — tem favorecido a proliferação de
discursos polêmicos que, não raramente, ultrapassam os limites da impolidez
para configurar formas explícitas de violência verbal, incluindo manifestações
de discurso de ódio direcionadas a grupos minoritários. A proposta se embasa
nas perspectivas teórico-metodológicas da Análise Textual dos Discursos (ATD),
de abordagens enunciativo-discursivas e de estudos que articulem a
interseccionalidade como categoria analítica. Essa abordagem permitirá uma
compreensão aprofundada dos modos de produção, circulação e legitimação dos
discursos de ódio e das formas simbólicas de violência no espaço digital. O
Grupo de Trabalho propõe-se ainda a discutir os impactos sociais e políticos
dessas práticas discursivas, bem como as estratégias de resistência e
enfrentamento que emergem em contraposição a elas, bem como temas que abordem
temas como: impolidez e incivilidade nas interações digitais; crescimento de
discurso que conduz à violência verbal extrema; discursos de ódio com ênfase em
misoginia e racismo em espaços virtuais; mecanismos de silenciamento e
deslegitimação de grupos subalternizados; articulações interseccionais na
produção da violência verbal (interações entre raça, gênero e sexualidade);
dinâmicas de resistência discursiva e construção de contranarrativas e também
análises de episódios específicos de agressão verbal em redes sociais e outras
plataformas digitais.
(O presente trabalho foi realizado com apoio
da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-Brasil (CAPES)-
Número do processo 88887.995122/22024-00)
GT8: EXPERIÊNCIAS E PRÁTICAS COM
PESQUISA NARRATIVA
Prof. Me. Flávio Penteado de Souza
(UNEMAT)
Profa. Ma. Letícia Adrielly da Silva (UNEMAT)
Profa. Ma. Mariana da Silva Tomadon
(UNEMAT)
Este Grupo de Trabalho reúne
pesquisadores interessados em abordagens narrativas como caminhos
teórico-metodológicos para investigar práticas e experiências mediadas pela linguagem.
Entendemos a pesquisa narrativa como qualquer abordagem que se constitui por
meio de histórias de vida e relatos de experiências de sujeitos (Cf. Clandinnin
& Connelly, 1990). Ancoramo-nos nos estudos de Clandinnin & Connelly
(1990, 1995, 1999), Vassalo (1999), Brandão (2011, 2022, 2023) e Barcelos
(2020), entre outros, que discutem as narrativas como uma estrutura fundamental
da experiência humana. O GT acolhe pesquisas que utilizam narrativas em
diferentes modalidades – visuais, orais, escritas, sinalizadas e multimodais –,
valorizando a pluralidade de formatos e enfoques analíticos. São bem-vindos
trabalhos que tratam a narrativa tanto como dado empírico quanto como
perspectiva de análise. Temos como objetivo, propor um espaço de troca, fala,
escuta e reflexão crítica sobre os múltiplos modos de fazer pesquisa narrativa,
incentivando o diálogo com pesquisadores, educadores, estudantes de graduação e
de pós-graduação entre diferentes áreas das ciências humanas com afinidade em
pesquisas de cunho narrativo, dispostos a promover, realizar e divulgar estudos
e pesquisas com a comunidade acadêmica e com a sociedade. Consideramos a
pesquisa narrativa como uma forma conhecer/entender e problematizar as
realidades de professores e aprendizes interessados em práticas de
ensino-aprendizagem de línguas (Cf. Gomes Junior, 2020), bem como os processos
de constituição identitária (Cf. Bastos; Biar, 2015).
GT9: FICÇÃO E MEMÓRIA: ENTRE FATO E
VOZES FRATURADAS NA LITERATURA CONTEMPORÂNEA
Profa. Ma. Claudia Miranda da Silva
Moura Franco (UNESP – IBILCE)
Profa. Ma. Kátia de Oliveira Carvalho
(UNEMAT)
Prof. Me. Antonio César Gomes da Silva
(UNEMAT)
Este Grupo de Trabalho propõe reflexões
sobre os modos como a literatura contemporânea, sobretudo no espaço da
lusofonia, articula ficção e realidade, memória e história, em um jogo de
espelhamentos que tensiona os limites do factual e do imaginário. Parte-se da
análise de narrativas que possibilitam a investigação de um novo realismo,
perceptível na forma como essas produções lidam com a memória histórica e com
os traumas coletivos, como o colonialismo e a ditadura, permeados pela
violência. As fronteiras entre o histórico e o literário diluem-se; desse modo,
a ficção torna-se um espaço de amadurecimento, deslocamento e reconstrução de
identidades. No caso das narrativas de língua portuguesa, evidencia-se um
“filtro prévio da memória”, que confere sentido aos acontecimentos sem
apagá-los. No lugar do herói histórico, emerge personagens construídas com
historicidade, cujas experiências individuais ecoam feridas sociais e coletivas
ainda abertas. Dessa forma, o presente Grupo de Trabalho busca evidenciar como as
literaturas de língua portuguesa atualizam o passado e ressignificam suas
violências, abrindo espaço para debates sobre identidade, memória e
resistência, em consonância com problemáticas pós-coloniais e pós-ditatoriais.
GT10: LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA
PORTUGUESA, AFRO- BRASILEIRAS E INDÍGENAS: HISTÓRIAS, MEMÓRIAS E PAISAGENS
IDENTITÁRIAS
Profa. Dra. Ana Claudia Servilha Martins
Poleto (GECOLIT - UNEMAT)
Profa. Dra. Adriana Lins Precioso
(GECOLIT - PPGLetras/UNEMAT)
O presente Grupo Temático (GT) objetiva
reunir pesquisas relativas às literaturas africanas de língua portuguesa,
afro-brasileiras e indígenas no que tange os conceitos sobre identidade,
história e memória sob a perspectiva do pensamento decolonial. Considerando a
tessitura crítica de Benjamin Abdala Jr. (2002) é imprescindível dar
significação “a um grupo ou território, que luta pelo direito à diferença”.
Nessa vertente, problematizações sobre a conjuntura social contemporânea de
diversas cidadanias subalternizadas se inter-relacionam e perpassam obras de
intelectuais das letras que buscam o caminho possível de legitimações pela
ficção e pela representação nas mais variantes esferas artísticas. Partindo
desses pressupostos, pretendemos visibilizar diálogos sobre escritas literárias
que trazem à cena protagonistas negros/as e indígenas, bem como, textualidades
que evidenciam reflexões e práticas decoloniais e emancipatórias. Os estudos de
Antonio Candido (2008), Ana Mafalda Leite (2010) , Benjamin Abdala Jr. (2002),
Cuti (2010), Djamila Ribeiro (2017), Edward Said (1995), Frantz Fanon (2007),
Homi Bhabha (1998), Stuart Hall (2005), entre outros importantes
teórico-críticos contribuem para os debates interseccionais propostos. Em suma,
priorizamos trabalhos que se centram em autores/as e títulos que, de algum
modo, contemplam as políticas de ações afirmativas, através das quais diálogos
voltados para a história e a cultura africana, afro-brasileira e indígena
passaram a ser obrigatórios no currículo da educação brasileira.
GT11: MEMÓRIAS INSUBMISSAS: ESTUDOS
DECOLONIAIS DAS LITERATURAS NEGRO-BRASILEIRA, AFRICANAS E AFRODIASPÓRICAS
Prof. Dr. Jesuino Arvelino
Pinto (GECOLIT - PPGLetras/UNEMAT)
Prof. Me. Thiago Monteiro do Carmo
(GECOLIT - PPGLetras/UNEMAT)
Profa. Ana Paula Peixoto (GECOLIT -
PPGLetras/UNEMAT)
Este Grupo de Trabalho objetiva reunir
pesquisas que tenham como ponto de partida as literaturas negro-brasileira,
africanas e afrodiáspóricas como forma de perpetuação e representação da
memória e do enfrentamento aos sistemas de dominação contra o povo africano,
afro-brasileiro e africano em diáspora. Recebe, portanto, estudos que
investiguem as múltiplas formas de escrita, sejam elas em prosa, poesia, ou
drama e que captem as formas de resistência e vida do povo negro no Brasil e no
mundo. Silenciados durante um longo período, os negros tiveram sua história
relegada aos processos de colonização, sendo esta narrada em boa parte pela
ótica do forasteiro, que ora o estereotipou, ora o diminuiu (Adichie, 2009). De
acordo com a ideia de Antônio Bispo dos Santos (2015) de que é preciso
estabelecer um processo de contracolonização a esse sistema de voz hegemônica,
esse GT busca estudos capazes de refletir o povo negro como protagonista de sua
história, e conhecer as formas estéticas utilizadas para manter suas memórias,
existências e resistências representadas por meio da literatura. Evoca,
portanto, os ideais de que é preciso falar e romper com a máscara (Kilomba,
2010) que cala o povo negro perpetuando suas formas de existir e ocupar o mundo
do qual fazem parte. Na esteira desse processo, os estudos aqui propostos devem
refletir sobre a resistência como parte da vida das pessoas, e por isso,
constituída como bem simbólico presente em suas formas de escrever e
representar através da arte. Resistir é inerente às nossas vontades, e de um
jeito, ou de outro resistimos a nosso modo, às intempéries da vida. Deste modo
a escrita é vista como uma forma de demarcar a existência, mas também de
resistir aos eventos de silenciamento, exclusão social, religiosa e de gênero, descritores
pouco compreendidos nas relações políticas atuais. Neste sentido é preciso
romper com as dominações epistemológicas do colonialismo dinamizando as formas
de conhecimento e abrindo espaços para uma ecologia dos saberes, que dê voz aos
povos e reconheça a literatura como forma de reivindicação pelo direito de
existir plenamente, e como uma condição da diversidade do mundo (Rufino, 2021).
GT12: O QUE NÃO NOS CONTARAM: A
LITERATURA FEMININA NEGRA DESVENDANDO O SILENCIAMENTO HISTÓRICO
Profa. Ma. Luciane Ferreira (GECOLIT -
PPGLetras/UNEMAT)
Prof. Ednaldo Saran (GECOLIT -
PPGLetras/UNEMAT)
Profa. Queli Cristina Rezende Macêdo
(GECOLIT - PPGLetras/UNEMAT)
O objetivo deste Grupo de Trabalho (GT)
é explorar as complexas dinâmicas de silenciamento histórico e cultural que
marginalizaram as vozes, experiências, produções intelectuais e artísticas das
mulheres negras no campo literário e em outros espaços de representação. A
temática proposta parte do reconhecimento de que o silenciamento feminino negro
é uma forma específica de opressão, resultante da intersecção do racismo e do
sexismo. Historicamente, as mulheres negras foram frequentemente excluídas das
narrativas literárias dominantes, tanto na posição de sujeito quanto na de
autoras. Quando presentes, eram amiúde confinadas a estereótipos raciais e de
gênero, tendo suas experiências complexas e perspectivas únicas
sistematicamente ignoradas ou distorcidas. O GT visa analisar como a literatura
feminina negra contemporânea emerge como um espaço de enfrentamento desse
silêncio histórico. Autoras negras resgatam suas próprias histórias, as de suas
ancestrais, desafiando as representações hegemônicas e construindo novas
narrativas de identidade, resistência e empoderamento. Essa proposta se
concentrará em agrupar trabalhos que revelem como a linguagem literária é
utilizada para subverter normas, reivindicar a voz, explorar a ancestralidade e
denunciar as múltiplas formas de opressão. Em suma, este GT intenciona reunir
pesquisas nas quais a literatura feminina negra desvenda o silêncio histórico
imposto, revelando as narrativas não contadas e contribuindo para uma
compreensão mais rica e plural da experiência humana e da produção literária.
Serão aceitos trabalhos que abrangem as estratégias literárias de resistência,
a construção de identidades e a importância da memória e da ancestralidade na
escrita de mulheres negras.
GT13: VARIAÇÃO LINGUÍSTICA EM
PERSPECTIVA: INTERFACES ENTRE O PORTUGUÊS BRASILEIRO, LÍNGUAS ADICIONAIS E
IDENTIDADES SOCIOLINGUÍSTICAS
Prof. Dr. Manoel Mourivaldo
Santiago-Almeida (FFLCH – FLP – USP)
Profa. Ma. Karina de Jesus Araujo (FFLCH
– FLP – USP)
Profa. Ma. Priscila Ferreira Alécio
(UFMT)
O objetivo deste Grupo de Trabalho (GT)
é criar um espaço de encontro e diálogo entre pesquisadores e educadores que se
dedicam ao estudo da variação linguística no português brasileiro e nas línguas
adicionais faladas em contextos multilíngues. A proposta se fundamenta na
concepção de que toda língua é viva, dinâmica e profundamente marcada pelas
realidades históricas e sociais em que está inserida — refletindo influências
geográficas, culturais, sociais e étnico-raciais. Nosso foco abrange pesquisas
que investiguem a riqueza e a diversidade das formas do português falado no
Brasil, assim como suas interações com outras línguas presentes no território
nacional, como as línguas indígenas, as de imigração e a Libras (Língua
Brasileira de Sinais). O GT pretende discutir temas como o contato entre
línguas, a variação interlinguística, o bilinguismo e o multilinguismo. Além
disso, buscamos refletir sobre como essas variações impactam o ensino,
influenciam as políticas linguísticas e contribuem para a construção das
identidades dos falantes. Esperamos reunir trabalhos que tragam contribuições
teóricas, relatos de experiência e propostas metodológicas, fortalecendo o
reconhecimento e a valorização da diversidade linguística, especialmente no
contexto educacional. Serão especialmente bem-vindas propostas que abordem o
mapeamento dialetal, o uso de corpora orais e escritos, a presença da variação
linguística na mídia e nas tecnologias digitais, bem como práticas pedagógicas
que promovam a inclusão linguística.
GT14: VOZES FEMININAS CONTEMPORÂNEAS:
LINGUAGEM, RESISTÊNCIA E SIMBÓLICO
Prof. Me. Igor Marangon (UNIFASIPE - GECOLIT
- PPGLetras/UNEMAT)
Profa. Luana Grassi da Silva (GECOLIT -
PPGLetras/UNEMAT)
Este Grupo de Trabalho propõe discutir
as produções literárias de autoria feminina no contexto contemporâneo, com foco
nas formas como a linguagem é mobilizada como instrumento de resistência,
construção simbólica e reinvenção identitária. Pretende-se acolher trabalhos
que abordem temas como corpo, memória, subjetividade, ancestralidade e
insurgência nas literaturas produzidas por mulheres na atualidade. A escrita de
autoria feminina, nesse sentido, rompe com estruturas patriarcais e sexistas ao
abrir novos espaços de diálogo, criação e resistência frente às tradições
enraizadas em práticas de exclusão, preconceito e silenciamento. Escrever, para
as mulheres, é promover debates, preencher lacunas, recriar memórias e dar voz
a sujeitos historicamente subalternizados. Como afirma Rita T. Schmidt (2019,
p. 66), “as vozes dessas autoras se fazem ouvir pelas fissuras que
desencadeiam”, revelando o potencial transformador da palavra literária. Assim,
este GT entende a literatura como um espaço simbólico de pluralidade
discursiva, onde se manifestam diferentes formas de ser e estar no mundo.
Propomos, portanto, um espaço de reflexão que evidencie o protagonismo das
mulheres, em sua diversidade e multiplicidade, na literatura brasileira
contemporânea, destacando suas práticas de resistência, ressignificação e
insurgência estética e política.
(O presente trabalho foi realizado com
apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-Brasil
CAPES - Processo nº: 88887.906371/2023-00.)
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